Categoria MSP® – Managing Successful Programmes

porATHEM

Managing Successful Programmes MSP®

MSP - Uma breve descrição sobre o Framework para Programas


Os Benefícios Princípios MSP Qualidade no MSP Fase Pré-transição Os templates Download Programa
Capacitação Certificação Foundation Certificação Practitioner Certificação Advanced

 

Managing Successful Programmes MSP®
- O que é MSP?
- MSP para quem?
- Estrutura do livro
- Estrutura do framework
- MSP e o Standard do PMI®?
- Eles se relacionam a outras livros de melhores práticas de gestão da AXELOS?
- Certificações

O framawork de Gerenciamento de Gerenciamento de Programas da abordagem britânica, usado nas Olimpíadas de Londres, tem um nível de detalhamento tão interessante que mais se parece com uma Metodologia para Gerenciamento de Programas.
Mas de fato é um modelo extremamente alinhado aos outros livros da AXELOS como PRINCE2, MoP, M_o_R, P3O; cada qual focando em um aspecto da chamada Best Practice Management.

 

O framework contém

  • Princípios
  • Temas de Governança
  • E o fluxo transformacional, com processos e atividades. Todos bem definidos com papéis e responsabilidades bem definidos.

O Livro ainda trás

O livro ainda trás um apêndice importante com a descrição desses documentos, dos papéis, como adotá-lo na sua organização, o relacionamento com o Programme Office e finaliza com um Health check para compreender a avaliar se você está usado bem o modelo durante a vida do Programa.

 

Nesse breve vídeo apresentamos algumas de suas características.



Os Benefícios Princípios A Qualidade Fase Pré-transição Os templates Download Programa
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Axelos Career Path e Skills Framework

Axelos Career Path e Skills Framework

Axelos Carrer Path e Skills Framework foi criado pela AXELOS, proprietária da abordagem britânica das Melhores Práticas de Gestão, disponibiliza a comunidade duas ferramentas fundamentais para ajudar você a planejar sua carreira. Podem ser usadas também para você ajudar a planejar a carreira de sua equipe.

As duas ferramentas, a bem da verdade, funcionam em conjunto. 

AXELOS Career Path

A primeira é o AXELOS Career Path. Pode ser acessada de maneira online (veja por esse link). Basta você criar um conta simples com nome, email e password; e terá acesso a passo-a-passo, visual e online de como progredir em sua carreira ou ajudar sua equipe.

A ferramenta destaca sempre níveis de 1 a 5 e podemos fazer a seguinte analogia: nível 1 - entrante na carreira e nível 5 o mais experiente ou avançado na carreira (um executivo).

Assim, se você está começando na carreira de Gerente de Projetos e visa ser um profissional mais experiente, quais passos poderia seguir. Também funciona para os profissionais da área de Serviços de TI (ITIL).

Poderá encontrar informações resumidas como:

  • O que tal profissional faz;
  • Quais são as habilidades necessárias;
  • Quais certificações são úteis.

 

Skills Framework

O Skills Framework já é uma ferramenta disponível em formato PDF que possibilita você analisar com mais detalhes cada um dos níveis do Career Path nas seguintes áreas:

  • Gerenciamento de portfólios, programas e projetos;
  • Análise de negócios e gerenciamento de mudanças;
  • Gerenciamento de Serviços de TI (ITIL);
  • Liderança e habilidades pessoais.

Para cada uma das habilidades (atividades ou áreas ), você encontrará os níveis ideais. Assim, poderá trabalhar junto à equipe para desenvolver um plano para cada um, ou o seu próprio plano de desenvolvimento de carreira.

Exemplo: O que um gerente de projetos que se encontra no nível 2 deveria fazer para atingir os níveis 3 e então o 4.

Para acessar o Skills Framework use esse link: Skills Framework

PRINCE2 Practitioner

 

Atualizado em: 25 de agosto de 2018

Fonte: https://www.axelos.com/certifications/career-paths/ppm-careers-path

Fonte: https://www.axelos.com/certifications/career-paths/itsm-careers-path

 

 

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Gestão de Benefícios pela abordagem britânica de Gestão de Projetos e Programas:

Managing Successful Programmes - MSP

Livro MSP managing successful programmes

Introdução

Esse artigo tem como objetivo apresentar como a gestão de benefícios[1] funciona na abordagem britânica de gestão de projetos (PRINCE2®[2]) e programas (MSP®[3] - Managing Successful Programmes), e assim mostrar como projetos mal concebidos podem ser cancelados antes de se investir muito tempo e dinheiro em projetos que não valerão a pena. Mesmo na existência de gestão de portfólios (MoP®[4]) implementada na organização, essa abordagem ajudará sua organização na prevenção de uso de recursos escassos em projetos não interessantes.

Os tópicos que são abordados

  • Conceitos
  • Os documentos que podem ser úteis
  • Inferência
  • Caso real
  • Conclusão
  • Bibliografia
Conceitos

Na abordagem britânica para portifolios, programas e projetos as definições são extremamente claras e objetivas para eliminar confusões corriqueiras que surgem e, então, podem prejudicar em algum momento dos trabalhos. Um exemplo é a definição e distinção entre de saída, capacidade, resultado e benefícios. Portanto, a clareza dessas definições permite o foco correto em cada momento e ajuda a identificar atividades e grupos de específicos stakeholders para cada ponto em especial.

Saída (deliverables ou entregas) - representa o que o projeto criou, em outras palavras são produtos especialistas que são passados para o(s) usuário(s).  

Resultado -  Resultado da mudança, normalmente afetando o comportamento e/ou circunstâncias do mundo real. Resultados são desejáveis quando a mudança for concebida. Em outras palavras, é o que ocorre uma vez que se usam as saídas do projeto (se for usado de fato).

Capacidades -  Um conjunto completo de saídas de projetos necessário para a entrega de um resultado.  

Benefícios - melhorias mensuráveis resultantes de um resultado percebido como vantagem.


A figura abaixo exemplifica.

Saídas - Capacidades - Resultados - Benefícios do MSP

Os documentos que podem ser úteis

Existem um conjunto de documentos que podem ser uteis para o propósito de gerenciamento eficaz dos benefícios que o s projetos poderão ajudar a trazer para sua organização, além de prevenir, conforme já informado, que projetos mal idealizados sejam conduzidos pela sua organização. Aqui estão eles descritos de maneira bem breve. *Note que os documentos abaixo sugeridos não significam exatamente burocracia. O nível de formalidade requerido está associado ao nível requerido pela sua organização.

Planos
  • Plano de Revisão de Benefícios – esse é um documento sugerido ao nível do Projeto (metodologia de gestão de projetos PRINCE2). Usa-se um Plano de Revisão de Benefícios para definir como e quando a obtenção dos benefícios esperados do projeto poderá ser medida. Assim, o plano é apresentado ao Executivo durante o processo Initiating a Project, atualizado a cada limite de estágio (se necessário) e usado durante o processo Closing a Project para definir quaisquer revisões de benefícios necessárias pós-projeto. Ajuda a manter o foco nos benefícios esperados.
    1. Conteúdo mínimo sugerido
      • o escopo do Plano de Revisão de Benefícios, então abrangendo os benefícios que serão medidos;
      • quem presta conta pelos benefícios esperados; 
      • como medir o alcance dos benefícios esperados e, então, quando podem ser medidos;
      • que recursos são necessários para realizar o trabalho de revisão;
      • medições da linha de base a partir das quais as melhorias serão calculadas;
      • e então, como o desempenho do produto do projeto será revisado.
  • Plano de Realização de Benefícios – esse é um documento sugerido ao nível do Programa (MSP), mas pode ser usado também se for o caso ao nível do projeto, ou um mix desse item ao item 1. Isso está relacionado ao que a abordagem britânica chama de adaptação. Usado para controlar realização de benefícios em todo o programa e definir controles de revisão. Enquanto o item 1 foca em revisão, o item 2 foca em realização de fato.
    1. Conteúdo mínimo sugerido
      • um cronograma detalhando quando cada benefício será realizado;
      • marcos apropriados com probabilidade de sucesso; 
      • esforço estimado e os custos associados ao plano; 
      • detalhe de cronogramas de transição; 
      • cronograma de relatórios focados em benefícios; 
      • relação entre resultados e benefícios; 
      • datas em resultados específicos estarão disponíveis; 
      • dependências externas ao programa; 
      • detalhes de qualquer atividade de transferência e incorporação para melhorar o processo de realização de benefícios; 
      • e então, referência à forma como a realização benefícios serão mantidas após o encerramento do programa
Mapa
  • Mapa de Realização de Beneficios – poderosa ferramenta que permite ilustrar a relação sequencial entre os benefícios e respectivas dependências. Ajuda também na priorização de projetos (ou atividades) e resolução de issues e riscos. Esse mapa está ao nível do programa, mas também pode ser usado ao nível do projeto se for o caso.
    1. Conteúdo mínimo sugerido
      1. benefícios e malefícios, incluindo os de curto, médio e longo prazo
      2. saídas 
      3. capacidades
      4. resultados
      5. objetivos estratégicos 
      6. dependências (entre benefícios, em saídas dos projetos, em capacidades e resultados);
      7. mudanças de negócios adicionais para permitir a realização de benefícios;
      8. e então, outras dependências externas.

Do livro MSP - Gerenciamento de Programas

Melhor em estilo visual

Perfil
  • Perfil de benefícios – Usado para definir cada benefício (e malefícios) e fornecer uma compreensão detalhada do que será envolvido e como o benefício será realizado. O objetivo é não permitir que os benefícios sejam escritos em apenas uma linha (muito comum esse erro, não é?). Essa descrição está ao nível do programa, mas também pode ser usado ao nível do projeto se for o caso.
    1. Conteúdo mínimo sugerido
      • número de referência ou identificador;
      • descrição do benefício;
      • objetivos do programa ou organizacionais suportados e, então, os resultados observáveis;  
      • categoria ou categorias que são apropriados para os benefícios;
      • KPIs nas operações de negócios que serão afetados pelo benefício;
      • níveis de desempenho atuais ou da linha de base;
      • custos de realização do benefício;
      • capacidades exigidas para o benefício a ser realizado;
      • resultados que precisam prontos para permitir a realização de benefícios;
      • mudanças de negócios, ou seja, necessários para realização;
      • problemas e riscos relacionados com a plena realização do benefício; 
      • quaisquer dependências de eventos contributivo;
      • quem é responsável pela realização desse benefício;
      • atribuição, ou seja, o proprietário benefício e área de operações que irá receber esse benefício;
      • e então, medição (financeira, sempre que possível
Estratégia
  • Estratégia de Realização de Benefícios – Define a abordagem para realização de benefícios e o modelo em que a realização será alcançado. Esse documento está ao nível do programa, mas também pode ser usado ao nível do projeto se for o caso.
    1. Conteúdo mínimo sugerido
      • Escopo;
      • Métodos de medição;
      • Uma descrição das funções, papéis, prestação de contas e responsabilidades;
      • Prioridades; 
      • Processos; 
      • As relações entre capacidades e, então, resultados;
      • Categorias; 
      • qualquer informação organizacional específica importante;
      • ferramentas, sistemas e fontes de informação;
      • fatores críticos de sucesso; 
      • Esclarecimento de benefícios relacionados com a terminologia; 
      • O processo de revisão e avaliação; 
      • E então, normas e padrões
Inferência

Está parecendo burocrático ou com muita informação? Antes de pensar nisso, vamos pensar: primeiro A) se sua organização está investindo em um projeto benefícios são esperados e precisam ser materializados. B) quanto se espera de benefícios? C) quando serão materializados. D) esses documentos e informações são sugeridas. É altamente recomendado, pela abordagem britânica, que haja adaptação conforme as necessidades de sua organização, projeto e/ou programa. E) essa abordagem irá fazer com que sua organização concretize os benefícios esperados pelo projeto ou programa.

Caso real

Para ver como essa abordagem pode eliminar projetos mal concebidos, vamos para uma situação na qual muitos já passaram (qualquer semelhança é mera coincidência).

Então, a área de negócios lança uma iniciativa que afirma que 90% dos clientes usarão o produto e, pelos cálculos, trata um ROI (retorno sobre o investimento) de x% após Y meses.

Fato: projeto entregue e utilização pós-projeto foi igual a 0 (zero). Não existe? Claro que existe, e muito.

Então, agora vamos pensar nesse projeto (que foi real) utilizando a abordagem britânica:

  1. Antes despender muito investimento, uma reunião com as áreas que vão materializar os benefícios e outras áreas de suporte (exemplo: área comercial, marketing, operações e atendimento ao cliente);
  2. Área comercial vai realizar a venda para 90% dos clientes? Se sim, então o diretor comercial deverá assinar os documentos de realização de benefícios e prestar conta sobre os mesmos. Então, somente assinará se perceber que o produto é bom e de venda realizável. Caso contrário, o projeto é encerrado!
  3. Outra opção é a área comercial dizer que assina se o percentual for diminuído para 40%. Assim, será que o ROI é viável, se não for viável o projeto será encerrado.
  4. Se for viável a venda para 50% dos clientes, quanto será necessário de ações de marketing e da área operacional e atendimento a cliente. Ou seja, pode ser o caso do aumento de head-count e nesse caso o ROI será também será alterado e provavelmente o projeto não se paga. Conclusão, projeto encerrado prematuramente novamente.
Conclusão

A abordagem britânica para gerenciamento de projetos e programas fornece uma estrutura através da qual o foco nos benefícios que o projeto ou programa podem ser acompanhados e realizados de fato. Na atual conjuntura, não se pode dar o luxo de lançar projetos mal concebidos que não tragam os benefícios estratégicos esperados pela organização.

Mesmo que sua organização tenha o gerenciamento de portifólios, que ajuda a prevenir tais situações, infelizmente erros acontecem e o portifólio poderá permitir que tais projetos sejam aprovados. Uma vez aprovado, o projeto mal concebido passará por algumas etapas nas quais, as áreas envolvidas com a materialização dos benefícios terão que se comprometer com os mesmos. Assim, se essas áreas não se comprometerem, há uma evidência muito forte que o projeto não é interessante e o mesmo será encerrado antes de investirmos muitos recursos para o mesmo.

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Bibliografia

AXELOS Limited. (2011). Managing a Successful Programmes. London: The Stationery Office.

AXELOS Limited. (2009). Gerenciando projetos de sucesso com PRINCE2. The Stationery Office.

AXELOS Limited. (2011). Managment of Portifolios. London. The Stationery Office.

FONTE: https://www.axelos.com/best-practice-solutions/msp 

Autor

Ernani Marques, PgMP, PMP, PRINCE2, CBAP, MSP Advanced Practitioner, MoP, P3O, MoV, MoR, ITIL & COBIT 5

Treinador official MoP, MSP, PRINCE2, PRINCE2 Agile, COBIT 5

[1] Benefícios - melhorias mensuráveis, advindas de um resultado percebido como vantagem, por uma ou mais partes interessadas

[2] PRINCE2® is a registered trademark of AXELOS Limited. The Swirl logo™ is a Trademark of AXELOS Limited

[3] MSP® is a registered trademark of AXELOS Limited. The Swirl logo™ is a Trademark of AXELOS Limited

[4] MoP® is a registered trademark of AXELOS Limited. The Swirl logo™ is a Trademark of AXELOS Limited

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Managing Successful Programmes (MSP®) – Quality and assurance management

Managing Successful Programmes (MSP®)


Os Benefícios Princípios MSP Qualidade no MSP Fase Pré-transição Os templates Download Programa
Capacitação Certificação Foundation Certificação Practitioner Certificação Advanced

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Gerenciamento de Programas: Quality and assurance management

Introdução

Esse artigo trata brevemente de um tema de governança do MSP – Gerenciamento e Garantia da Qualidade. A governança é um modelo de controle através do qual programas entregam os seus objetivos de mudança e permanecem dentro da visibilidade e controle da corporação. Um programa precisa de uma governação transparente e aberta, para ser bem sucedido. Através dele haverá a negociação dos recursos necessários, gerir os recursos, e ajustar às mudanças nos contextos organizacionais enquanto entregam seus resultados e benefícios esperados.  

O objetivo do Gerenciamento de Garantia da Qualidade é assegurar que todos os aspectos do programa estão funcionando adequadamente e que ele permanece no alvo para atingir os seus objetivos.

Os tópicos que são abordados

  • A Qualidade em um programa
  • O Escopo da Qualidade em um programa
  • Os princípios da Garantia da Qualidade no MSP
  • As técnicas da Garantia da Qualidade no MSP
  • A abordagem para Garantia da Qualidade no MSP
  • A Qualidade no fluxo de transformações do MSP
  • Composição da Estratégia de Garantia e Qualidade
  • Composição do Plano de Garantia e Qualidade
  • Responsabilidades
  • Conclusão
  • Pequeno Glossário

Figura 1 – Os temas da Governança do Programa - MSP

MSP - o modelo para Gerenciamento de Programas

Figura 1 – Os temas da Governança do Programa

A Qualidade em um programa

A figura 1 representa os temas de governança do programa e o tema da qualidade deve, de maneira contínua, ser tratado durante todo o ciclo de vida do programa, em todo o fluxo transformacional (parte central da figura 1).

De acordo com o MSP, temos as seguintes definições

A qualidade é definida como a totalidade de recursos e características inerentes ou atribuídos a um produto, uma pessoa, processo, serviço e / ou sistema.

A garantia da qualidade é o conjunto sistemático das ações necessárias para assegurar confiança para o Senior Responsible Owner (SRO) e as partes interessadas que o programa continua sob controle e no bom caminho para atingir suas metas e que está alinhado aos objetivos estratégicos da organização.

Qualidade ao nível de programa deve levar em consideração o que necessita para assegurar que a qualidade ao nível de projeto está fornecendo recursos adequados à sua finalidade, e que possibilita o programa entregar os resultados e benefícios.

A qualidade no programa será especificada no Documento Estratégia de Gestão e Garantia da Qualidade (o anexo A.4.21 do livro MSP contém o template desse documento de estratégia) e está focada em identificar as coisas corretas a serem efetuadas e executá-las de maneira correta.

Os 7 princípios do MSP refletem as características de programas bem sucedidos (veja os princípios abaixo). Assim ao se definir a estratégia da qualidade o foco será em como garantir que os 7 princípios está sendo bem aplicados ao longo do ciclo de vida do programa, pois são áreas críticas para o sucesso do programa

Além da correta aplicação dos princípios, a qualidade deverá trabalhar corretamente no chamado Escopo da Qualidade, que é tem uma área de cobertura mais ampla. A figura 2 representa o escopo da Qualidade em gestão de programas.

Figura 2 – Escopo da Qualidade

Figura 2 – Escopo da Qualidade

O Escopo da Qualidade em um programa

Para se conseguir atingir a estratégia de gestão e garantia da qualidade, o escopo mínimo (figura 2) precisa ser considerado. Não apenas na qualidade, mas também no escopo do programa. Algumas consideração no escopo da qualidade são:

  1. Communications management – os processos relacionados à comunicação estão atingindo os objetivos? Esses processos de comunicação estão sendo bem aplicados?
  2. Supply chain management - A qualidade de um programa tem de assegurar que os fornecedores aplicam a gestão de qualidade para os seus processos, a fim de assegurar que eles irão proporcionar as suas obrigações para com o programa e que estão alinhadas de forma eficaz para a maneira como o programa opera.
  3. Standards management – o sistema de qualidade, normas e seus padrões estão sendo considerados ao longo do programa? Mudanças necessárias estão sendo aplicadas corretamente?
  4. Process management – os processos organizacionais estão sendo considerados? Estão sendo corretamente adaptados? Interdependência entre processos foram identificados?
  5. Information management – a boa informação precisa atender a critérios de qualidade como: compliance, seja integra, disponível, confiável e atualizada.
  6. Asset management – os ativos foram identificar? Há como rastrear e proteger os ativos do programa?
  7. Programme leadershipa boa liderança é fundamental para o sucesso do programa. Os líderes de programas bem sucedidos fornecem uma direção clara e comunicam nessa direção para as pessoas dentro e fora do programa
  8. People management - pessoas poderão ser parte de um programa de alguns anos, assim seu bem-estar tem de ser gerido de forma eficaz considerando tópicos como treinamento, reconhecimento, plano de carreira, habilidades, qualificações, etc.

Os princípios da Garantia da Qualidade no MSP

Para que programa gere confiança para as partes interessadas de o mesmo encontra-se no caminho certo, a abordagem da qualidade deve ser baseada nos seguintes princípios:

  1. Independence – o nível de independência é fundamental para dar confiança. Quem avalia o programa não deve ter controle sobre o mesmo e nem interesse sobre os resultados.
  2. Integrated – as atividades da qualidade precisam ser planejadas junto a outras ações do programa, com cronograma bem definido, e de forma que dê suporte à tomada de decisão.
  3. Linked to major decision points – a tomada de decisão deve levar em consideração informações relacionadas à qualidade. Assim, deve se programar as auditorias de forma que gerem informação para esses momentos.
  4. Risk-based – as atividades de qualidade apoiam e são apoiadas pelas atividades de gestão de risco. Área de risco serão alvo de auditorias.
  5. Action and intervention – a garantia da qualidade somente será efetiva se houver ações de correção e, eventualmente, intervenções. Caso contrário, os problemas continuarão.

As técnicas da Garantia da Qualidade no MSP

Algumas técnicas são aplicadas nos programas com MSP que auxiliam para dar conforto de que o programa está na rota correta, ou que haja tempo suficiente para a correção da rota. As técnicas são:

  1. Audit – auditorias programadas e que dão suporte à tomada de decisão. Focam na conformidade.
  2. Effectiveness of measurements – as informações que dão apoio a tomada de decisão são fundamentais. Assim, há que se garantir os processos de coleta, análise e comunicação dos dados estejam saudáveis.
  3. Assurance reviews – as revisões ajudaram a manter o programa no rumo correto e ajudará a encontrar problemas em geral. Áreas de foco são exatamente as citadas no chamado escopo da qualidade.
  4. P3M3 maturity assessments – a avaliação de maturidade auxilia identificar quão bem a organização aplica o gerenciamento de programas. No caso do P3M3, aplica-se para gerenciamento de Portifólios, Programas e Projetos. Especificamente para programas, pode aplicar o PgM3 também da AXELOS. A figura 3 (abaixo) mostra a abrangência do modelo P3M3.
  5. Gated reviews – essas revisões são ideais para a revisão e garantia dos controles do programa. O programa não segue para o próximo estágio caso a revisão não seja efetuada ou se problemas importantes sejam encontrado.

Figura 3 – Modelo P3M3 da AXELOS para avaliação de Maturidade

Figura 3 – Modelo P3M3 da AXELOS para avaliação de Maturidade

A abordagem para Garantia da Qualidade no MSP

No MSP a qualidade é determinada através da Estratégia da Garantia e Qualidade (apêndice A.4.21 do Guia MSP contém um template descritivo). Que focará nas áreas principais e de forma integrada ao programa como um todo. A estratégia funcionará basicamente como “O que precisa ser feito”. Para se traduzir em “como fazer” temos o Plano de Garantia e Qualidade (apêndice A.4.21 do Guia MSP contém um template descritivo). Esse plano descreverá ações, controles, responsabilidades, recursos, etc.

A Qualidade no fluxo de transformações do MSP

Esse tema de Governança do Programa será aplicado durante todo o ciclo de vida do programa. Algumas características no fluxo de transformação.

  1. Identifying a Programme – identificação da abordagem a ser utilizada.
  2. defining a Programme – definição da estratégia e do plano. Deve-se levar em consideração as políticas e padrões importantes para a organização.
  3. Managing the Tranches – os processos de qualidade, as técnicas e ferramentas são implementadas no programa.
  4. delivering the Capability – foca nos resultados e necessidades para assegurar que os projetos entregam seus produtos resultantes de maneira adequada ao programa.
  5. Realizing the Benefits – durante a pré-transição há que se garantir que a organização está realmente preparada. Durante a transição de fato, garantir que os produtos podem ser utilizados sem interromper a operação. E no pós transição, garantir que os benefícios podem ser realizados. Um grande foco é dado aos projetos em si.
  6. Closing a Programme – garantir que toda documentação e informação está atualizada e transmitida conforme necessário.

Realização de Benefícios - saiba mais sobre a realização de benefícios nesse artigo "Managing Successful Programmes (MSP®) – Gerenciamento de Programas: Fase Pre-transição.

Composição da Estratégia de Garantia e Qualidade

A descrição mais detalhada do documento de estratégia pode ser obtida no Guia MSP. Aqui temos alguns exemplos de sessões que compõe a estratégia (“o quê”).

  • Os detalhes dos processos que irão ser utilizados
  • Arranjos necessários para uma Garantia Integrada
  • Aspectos do programa que serão objeto da avaliação
  • Uma descrição das funções, papéis e responsabilidades
  • Todos os links para garantia independente, tais como gate reviews
  • Uma descrição do que irá desencadear essas atividades
  • Uma descrição do que ações serão tomadas em função dos resultados obtidos
  • Critérios para avaliar o sucesso do programa
  • Explicação sobre a forma como a melhoria contínua e as lições aprendidas serão geridos
  • Interfaces e dependências com sistemas de gestão das empresas

Composição do Plano de Garantia e Qualidade

A descrição mais detalhada do plano pode ser obtida no Guia MSP. Aqui temos alguns exemplos de sessões que compõe esse plano (“como”).

  • Calendário de atividades necessárias para implementar a estratégia de qualidade e garantia
  • Uma descrição de quem vai realizar atividades de garantia, avaliação e controle de qualidade
  • Uma descrição de como e quando o programa realizará auditorias, health checks e revisões
  • Informações sobre como e quando a qualidade do trabalho será monitorado e relatado
  • Esforço estimado e os custos associados com o plano
  • Calendário para auditorias

Responsabilidades - macro

Senior responsible owner (SRO) – Interage com o grupo patrocinador, garante que um regime de garantia é adequado, assina estratégia e plano, inicia revisões e auditorias e mantém o foco nos princípios.

Gerente do Programa – Desenvolve e implementa a estratégia e planos e, em seguida, coordena a entrega de saídas dos projetos, desenvolve e implementa a estratégia de gestão da informação e plano, inicia garantia de avaliações de desempenho do projeto e fornecedores. Garante que as lições aprendidas sejam aplicadas.

Business change manager(s) (BCM) – Implementa transição, materializando e revendo benefícios a partir das saídas dos projetos, inicia avaliações de garantia de desempenho de negócios e prontidão receber a mudança, e garante que as lições aprendidas em mudança negócio são implementadas.

Programme office – Estabelece e mantém o plano de garantia e qualidade, estabelece e mantém plano de gestão da informação, e assegura o estabelecimento dos processos de auditoria, garantia e avaliação, e fornece informações para apoiar a garantia de comentários.

Conclusão

A abordagem para a qualidade do programa, que é adotada no Guia MSP da AXLOES, permite a aplicação, de forma consistente e sistêmica de auditorias, revisões, verificações health checks, análise de maturidade, dentre outros, que ampliam as possibilidades de sucesso do programa. A análise dos produtos resultantes dos projetos, ajudam manter o alinhamento dos projetos ao programa.

A adoção dessa abordagem, de maneira integrada aos outros Temas de Governança, durante o ciclo de transformações e, sem menosprezar os princípios da garantida da qualidade, poderão conduzir a organização à materialização dos benefícios organizacionais e agregação de valores importantes para o diferencial competitivo.

Pequeno Glossário

Benefício: Um benefício é a melhoria mensurável resultante de um resultado percebido como uma vantagem por uma ou mais partes interessadas, o que contribui para um ou mais objetivo organizacional (s). - AXELOS

Controle da Qualidade: O processo de monitoramento de resultados específicos para determinar se estão em conformidade com as normas pertinentes, e de identificar formas de eliminar as causas de um desempenho insatisfatório - AXELOS

Garantia: é o conjunto sistemático das ações necessárias para assegurar confiança para as partes interessadas que o programa continua sob controle e no bom caminho - AXELOS

Garantia da Qualidade: O processo sistemático planejado que será usado para fornecer a confiança de que irá corresponder as suas saídas de critérios de qualidade definidos - AXELOS

Programa: Segundo o MSP da AXELOS, Programa é uma organização flexível e temporária criada para coordenar e supervisionar a implementação de um conjunto de projetos e atividades relacionados para entrega de resultados e benefícios que estejam relacionados aos Objetivos Estratégicos da Organização. Segundo o Standard de Gerenciamento de Programas do PMI, programa é um grupo de Projetos, subprogramas e atividades (relacionados) que são gerenciados de forma coordenada para obter benefícios que não seriam possíveis se fossem gerenciados individualmente.

Qualidade: A totalidade de recursos e características inerentes ou atribuídos a um produto, uma pessoa, processo, serviço e / ou sistema - AXELOS

Valor: Os benefícios entregues na proporção dos recursos colocados em adquiri-los. – AXELOS

Bibliografia: AXELOS Limited. 2011. Managing a Successful Programmes (MSP). London: TSO (The Stationery Ofice)  Publishing

Autor: Ernani Marques, PgMP, PMP, PRINCE2, CBAP, MSP, MoP, P3O, MoV, MoR, ITIL & COBIT 5. Treinador official MSP, PRINCE2, COBIT 5

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MSP® é Marca Registrada da AXELOS Limited.

 


Os Benefícios Princípios MSP Qualidade no MSP Fase Pré-transição Os templates Download Programa
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